Sinto-me iluminado (Enlightenment17)

Não preciso nem dizer que sou um chato em relação a gerenciadores de janelas. Passei um tempo com o PekWM, mas ele não estava se entendendo muito bem com o Emacs. Além disso, algumas leituras recentes sobre inovações no Desktop me fizeram querer largar mão um pouco do minimalismo, estava até cogitando usar o KDE 4.3, e estou ansioso pelo GNOME 3.

Dei uma olhada na Wiki do Arch Linux para ver que outras opções eu tinha e me lembrei do Enlightenment 17. Logo quando editei meu .xinitrc e iniciei o X com o Enlightenment, uma surpresa : Uma tela inicial permitindo a configuração de algumas coisas. O interessante é que existem “perfis” pré-configurados : um minimalista, que creio que não tenha tantos efeitos visuais, o tradicional, e dois que me chamaram a atenção para dispositivos de tela pequena (um é voltado para Netbooks e outro para dispositivos embarcados).

Comecei a mexer com ele e me impressionei com a atenção que foi dada aos mínimos detalhes. Por exemplo, no pager, dispositivos que mostra os Desktops Virtuais, existem miniaturas das janelas que estão abertas naquele Desktop. Se uma janela chama a atenção, sua miniatura no pager fica balançando. O ícone que aparece no canto superior esquerdo da decoração da janela também fica balançando, e aparece um ponto de exclamação.

Outro detalhe interessante é a existência de um botão “Modo de apresentação”. Ele desliga temporariamente a proteção de tela e as configurações de economia de energia, assim a tela não desliga enquanto você está fazendo aquela apresentação ou assistindo aquele filme.

Vale lembrar, entretanto, que ele ainda é uma versão em desenvolvimento. Apesar dessa atenção dispensada até aos mínimos detalhes, ele ainda não é perfeito. Por exemplo, nas configurações de que aplicativos serão iniciados automaticamente ao iniciar não é possível adicionar aplicações arbitrárias. Quando eu quis que o xbindkeys fosse iniciado junto ao Enlightenment, tive de criar um “ícone” para a aplicação e então adicioná-la à lista de aplicações iniciadas.

Outro problema é o gerenciador de arquivos. No momento, ele é minimamente funcional. Minimamente. Para se ter uma idéia, se estou em /home/usuario, não há como acessar /home diretamente. Ao invés de abrir Home e subir um nível, é necessário abrir o Root e clicar em home. Por enquanto fica só a promessa e a curiosidade de como seria um gerenciador de arquivos inovador.

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