Arquivos Mensais: abril 2007

Configurando Teclado Multimídia

Uma coisa que eu sentia falta no Linux eram as teclas multimídia, mas esse é um problema bem simples de resolver. Antes de mais nada, temos que instalar o xbindkeys com suas dependências. Depois nós criamos o arquivo de configuração:

xbindkeys --defaults > $HOME/.xbindkeysrc

Agora abra esse arquivo no seu editor de texto preferido. Você verá que ele segue um padrão:

# Comentário
"comando"
  mc:0x0 c:236

Bem simples de entender, apenas coloque um comentário para você não se perder, o comando do shell que você gostaria de executar e o código da tecla. Mas você, e qualquer outra pessoa normal, não deve saber de cor o código da tecla. Podemos resolver o problema com (você TEM que rodar de algum terminal) :

xbindkeys -mk

Aparecerá uma janela. Enquanto seu mouse estiver sobre ela, qualquer tecla que você digitar terá seu código escrito. É só copiá-lo para o arquivo de configuração e no fim salvar.

Se você quiser ver se está tudo ok, rode xbindkeys. Se der tudo certo, adicione “xbindkeys &” no fim do seu ~/.xprofile .

Publicidade

Japonês no Linux, né? 二

Pensei que iria demorar mais para achar a solução, mas era exatamente aquilo que eu tinha dito, problema com as fontes.

Praticamente nenhuma fonte (TrueType) dá suporte completo a todos os caracteres especificados no Unicode. No meu caso, nenhuma dava.

A solução: instalar uma fonte que dê suporte ao Hiragana, Katakana e principalmente aos Kanjis.

Procurando no Google, encontrei algumas interessantes da Epson. Infelizmente elas vem em um instalador .exe. Provavelmente deve haver um jeito de extraí-las de lá, mas fica para a próxima. Quem sabe eu não faço um artigo só sobre isso?

Enfim, a fonte escolhida foi a Bitstream Cyberbit, quepode ser encontrada aqui:

ftp://ftp.netscape.com/pub/communicator/extras/fonts/windows/

(o arquivo é “Cyberbit.ZIP”). Salve-o na sua máquina. Eu salvei o meu no meu home, então primeiro descompactamos:

unzip Cyberbit.ZIP

Aparecerá um arquivo chamado “Cyberbit.ttf”, teremos que movê-lo para o diretório das fontes (não esqueça de fazer como root).

mv Cyberbit.ttf /usr/share/fonts/TTF/

Provavelmente é o mesmo que eu coloquei aqui, qualquer coisa dê uma olhada no xorg.conf com

grep FontPath /etc/X11/xorg.conf

E então teremos que rodar dois programas no diretório das fontes e mais um para atualizar o cache de fontes do X.

cd /usr/share/fonts/TTF
mkfontscale
mkfontdir
fc-cache

Inicie um programa em GTK (Gimp, o próprio OpenOffice, ou sei lá o que) e veja se está tudo OK com a fonte.

Agora a configuração do OOo:

Ferramentas > Opções… > Configurações de Idioma > Idiomas
Em “Suporte aprimorado a idiomas”, marque “Ativado para idiomas asiáticos”, e em cima, onde está “Ásica”, selecione “Japonês”.

Na mesma janela, vá em OpenOffice.org Writer > Fonte básicas (Asiáticas) e deixe todos como “Bitstream Cyberbit”.

E é isso, espero não ter esquecido de nada.

Japonês no Linux, né?

02/07/2008: peço desculpas aos que tentaram seguir as instruções aqui e não conseguiram. Em um dos passos estava faltando um “>” por eu ter digitado > e não usado o código HTML.

26/07/2008: nocamente peço desculpas, após uma reinstalação do sistema, percebi que é necessário instalar o scim para que funcione.

Há algum tempo me veio a idéia de aprender japonês, pela internet, é claro. Aqui vão algumas dicas para resolver problemas que você pode encontrar:

1. Se na instalação da sua distro for permitido escolher o encoding, use UTF-8. Eu particularmente uso en_US.UTF-8 no meu Arch (não uso pt_BR.UTF-8 pois as traduções para português são simplesmente patheticas*). Isso permite que você veja sites com caracteres japonêses.

2. Se você quiser escrever em japonês no computador, além de visualizar os sites, você terá que instalar um software específico. Existem outros, mas o que eu mais gosto e o que eu menos tive problemas é a combinação Anthy + UIM.

Atenção: o próximo passo só serve para o ArchLinux. O restante poderá ser feito em outras distros.

pacman -S scim scim-anthy anthy uim

Esse passo varia dependendo de onde sua distro instalou os pacotes, mas é bem provável que seja o mesmo:

gtk-query-immodules-2.0 /usr/lib/gtk-2.0/2.10.0/immodules/im-uim.so
 > ~/.immodule

Agora, como usuário comum, verifique se existe o arquivo ~/.xprofile . Se não existir, crie-o com o seguinte conteúdo:

export GTK_IM_MODULE='uim'
export GTK_IM_MODULE_FILE=~/.immodules
export QT_IM_MODULE='uim'
uim-xim &
export XMODIFIERS=@im='uim'
uim-toolbar-gtk-systray &

Agora, a configuração do uim:

uim-pref-gtk

Aparecerá um erro avisando que ele não achou uma biblioteca chamada m17n ou coisa do tipo. Mesmo assim ele abrirá um janela com a configuração. A única mudança que eu fiz foi marcar “Specify default IM” e selecionar “Anthy” em “Global settings” e em “Toolbar” eu desmarquei todos os itens da parte de baixo.

Salve tudo e reinicie o X (<Control><Alt><Backspace>).

Aparecerá um X no seu System Tray. Quando você clicar em algum campo de texto ele expandirá para três botões (ou mais, dependendo das opções que você escolheu).

Se você não alterou as teclas de atalho, poderá usar <Shift><Space> para trocar entre os modos de entrada, direto ou Hiragana. Enquanto estiver no modo Hiragana, <Space> transforma o que você escreveu em Kanji ou Katakana. Quando terminar, digite <Enter> e <Shift><Space> para voltar ao modo normal.

Por enquanto só esou tendo problemas com o OpenOffice, falta de fonte, eu acho. Quando resolver eu posto aqui a solução.

またあした

PS: Sim, pathetico com th, porque fica mais chique.

Pondo ordem na casa

O que aconteceria se os artigos da Wikipedia fossem verificados por um editor? Claro que um editor específico da área do artigo e com boa graduação. As coisas seriam no mínimo um pouco melhores, não concorda?

Pois bem, um dos fundadores da boa e velha Wiki resolveu dar um

fork();

no projeto e começar o Citizendium.

Ele começará com os mesmos artigos da Wikipédia que aos poucos serão verificados por editores e modificados quando necessário.

Uma Boa Distro

Quando eu entrei no mundo do Linux, eu não entrei, eu mergulhei de cabeça e fui logo para o Slackware. Não demorei muito para me acostumar ao novo sistema, mas tinha algo que me irritava profundamente: o Slack não resolve dependências e os programas que se propoem a resolver o problema não servem para muita coisa.

Eles pesquisam  nos mesmos repositórios que eu procuraria, poupam-me um pouco do trabalho, mas nem sempre encontra a dependência que o programa que você quer instalar precisa.

Cansado de ter que procurar no LinuxPackages.net sempre que eu quisesse instalar um novo programa, fui atrás de uma nova distro, um Slack com apt-get.

Cogitei o Debian, ir a uma distro mais amigável como o Kurumin ou Ubuntuou até fazer um LFS. No fim, achei o que eu queria, o ArchLinux.

Se você gosta de Linux e sabe o que está fazendo no seu sistema, recomendo. Atualizo até o kernel usando o gerenciador de pacotes sem problemas.

Notação Húngara

Talvez com exceção de Lisp, eu costumo ficar perdido com linguagens sem checagem de tipo forte (PHP, Python, Perl…).

Até seria possível implementar algo parecido com isso, em PHP ficaria mais ou menos assim uma função para verificar se é um float:

function check_if_float($number)
{
    if( is_float($number) || is_int($number) )
         return $number;

    else
         die("Argumento passado não é um float");
}

E depois para usar você teria que lembrar de checar todas as variáveis de uma função, bem chato.

Uma outra solução, embora não resolva de fato a falta de checagem de tipo, torna mais fácil de ver se você está fazendo caca ou não, a notação húngara. Ela consiste em colocar o tipo de variável na frente do nome, assim:

$intInteger;
$strString;

Você pode usar algo menor também, se preferir:

$fFloat;
$aArray;

O Hexágono de Saturno

Apenas para mostrar essa estranha nuvem que fica sobre o polo norte de Saturno.

Imagem chocante.

Hexágono de Saturno