Arquivos Mensais: maio 2007

Deixando ‘rm’ menos agressivo pt. 2

Depois de algum tempo usando aquela dica que eu postei aqui, cheguei a uma conclusão: aquilo só me fez ficar viciado em usar \rm ao invés de rm.

Você pode inventar 500 maneiras de recuperar um arquivo perdido, mas só vai se dar conta que ele era realmente importante depois de essas 500 maneiras ficarem obsoletas. Estou voltando ao rm normal e assassino.

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Ogg Vorbis

Tudo começou por causa da preguiça. Recentemente meu professor de Biologia me emprestou um CD com algumas faixas de audio que eu iria precisar para estudar (Blues, não Biologia).

Então veio a dúvida: “Como eu faço isso no Linux sem usar a praga do KDE?”. Vamos ao terminal ver o que ele tem a dizer. Havia dois scripts, um chamado cdda2ogg e outro cdda2mp3. Por estar mais habituado com mp3, já fui logo para o segundo.

Acontece que o script estava configurado para usar 128kbit/s. Eu tava sem saco de fuçar no shell script e resolvi dar uma chance ao cdda2ogg.

Fiquei impressionado com a qualidade do resultado. Um CD de 45′ em 31MB sem perda audível de qualidade. Não tive saco de comparar com Mp3, mas teria que ser menos de 128kbits/s para ocupar o mesmo espaço, e acho bem difícil que ele fosse conseguir se igualar.

Depois de algumas pesquisas, vi que o nível de aceitação lame/vorbis é quase o mesmo. Mp3 tem vantagem de ser lido universalmente e o Vorbis tem vantagem de, quando distorce, gera uma distorção mais sutil e agradável que o mp3, além de conseguir ótimos resultados a baixas bitrates.

Agora uma dica que vale para qualquer encoder:
Menos é mais. O wav deve ir direto ao encoder e o encoder deve produzir automáticamente o arquivo. Nada de normalizar o volume, isso normalmente só vai piorar as coisas. Se você tiver que editar alguma coisa, faça isso separadamente, ouvindo as mudanças que você está fazendo.

E outra coisa, se você quiser bons arquivos de audio, os melhores que você pode ter são aqueles feitos por você mesmo.

Project Euler

Site bem legal que apresenta vários problemas matemáticos que podem e devem ser resolvidos com auxílio do computador:

Project Euler

Deixando ‘rm’ menos agressivo

Todo mundo que já tenha brincado com o shell do Linux por 5 minutos já deve ter utilizado o comando rm. E também deve saber como ele pode ser destrutivo nas mãos erradas, mesmo que sejam as suas em um momento de distração.

Normalmente quando estamos num ambiente gráfico usando um gerenciador de arquivos, temos duas opções: del, e o arquivo vai para a lixeira, ou shift+del, e o arquivo faz *puf*. Não seria interessante poder ter essa opção no shell também?

Seus problemas acabaram! Existe um jeito para fazer isso. Na verdade é mais uma gambiarra, mas o importante é que funciona.

Primeiro, crie um diretório onde será a ‘lixeira’:

mkdir ~/.trash

Depois, com seu editor de texto favorito, edite o seu bashrc:

vim ~/.bashrc

E adicione a seguinte linha:

alias rm='mv -f -t ~/.trash/'

O que está acontecendo:
O comando alias troca aquilo por isto, ou seja, no caso ele trocará rm por mv -f -t ~/.trash/. Este último comando manda os arquivos selecionados para sua lixeira.

Se você quiser usar o rm normal, apenas adicione uma barra invertida antes do rm.

Só não se esqueça de não utilizar -r quando for deletar diretório com o seu novo rm, aparecerá um erro.

Criando PDFs ‘from source’

Com OOo Writer podendo criar PDFs a partir de arquivos .odt e com alguns scripts por aí que transformam um .doc em PDF, o uso de LaTeX pode parecer absurdo, mas apresenta suas vantagens.

Primeira: abrir um editor de texto simples consome menos memória que um processador de textos desse.

Segunda: Quando você marca no Writer ou no Word que aquilo é um capítulo, você apenas está dando uma dica de formatação. Usando LaTeX um simples comando é capaz de criar um índice com todos os capítulos, seções, subseções e suas respectivas páginas. E você tem a certeza que todos cabeçalhos terão a mesma cara.

Aprenda LaTeX, não é difícil e faz bem.

Semitransparência e CSS

Short-post:

Isso me era desconhecido até pouco tempo atrás. Basta incluir:

opacity: .75             /* 1.0 é opaco */

Divs arredondadas

Divs são literalmente quadradas, pelo menos até o CSS 2 (não sei quanto ao 3). Os browsers baseados na engine Gecko até têm suporte a bordas arredondadas, mas só eles.

Até hoje só conhecia dois métodos para conseguir cantos arredondados nas divs:

  1. Usar uma imagem como plano de fundo da div: Funciona bem se e somente se o layout for fixo.
  2. Usar quatro imagens, uma para cada canto e assim atribuir cada uma a um elemento da div: uma para o fundo, uma para o titulo, etc. Esse método funciona tanto com layout fixo como elástico.

Esses métodos apresentam seus pontos fracos: se você quiser mudar uma coisa, por menor que seja, lá vai você editar a imagem novamente (convenhamos que apenas mudar uma linha de CSS é bem mais prático).

Felizmente acharam uma solução para isso, um script em Javascript que arredonda as bordas da div sem usar imagens:

CurvyCorners