Arquivos Mensais: dezembro 2007

Instalando o Ubuntu

Conseguir chegar ao GNOME no Live CD foi um parto. Na primeira tentativa, depois de um tempo ficou um cursor piscando na tela, mas não havia console algum em que eu pudesse digitar alguma coisa.

Reiniciei e abri a ajuda do bootloader que dizia que meu computador devia ter 384MB de RAM para que o Live CD funcionasse. Estranho, porque na documentação do site está escrito 192MB. De qualquer jeito, eu tenho 512MB em uma partição swap, é de se esperar que antes de chegar os 320MB que eu tenho, que ele já tivesse carregado a partição.

Depois de mais algumas tentativas, em que eu tive que editar a linha de comando para carregar o kernel, o GNOME ainda não apareceu, mas pelo menos agora eu tinha consoles para usar. Um startx mostrou a causa do problema: ele estava tentando usar minha placa de vídeo onboard, sendo que eu uso uma Nvidia. Abro o vim, edito o /etc/X11/xorg.conf, e vamos lá.

Aparece um GNOME bastante bonito por sinal, mas sequer utilizável. Carregar qualquer programa, inclusive o instalador, era bastante demorado, algo de se esperar de um LiveCD. Vamos ao processo de instalação.

Ele pergunta a língua que usarei, o fuso horário, mas não pergunta se meu computador está usando o relógio em UTC ou horário local mesmo. Escolhe-se o teclado e então escolhe-se a partição.

Há duas opções, uma ‘básica’ e uma para ‘especialistas’. Algo melhor que o instalador do OpenSuSE, mas ainda tem seus problemas. A opção ‘básica’ é formatar todo o HD, seria interessante se houvesse uma segunda opção, ou trocar essa por fazer uma partição de aproximadamente 5GB para o sistema e deixar o resto do HD para arquivos pessoais (/home).

Não queria apagar minha instalação do ArchLinux então fui na opção avançada. Mandei-o usar a partição /dev/sda2 como /, em XFS, e apenas montar a partição /dev/sda3 como /home, em XFS também. Ele mostra uma mensagem que podem haver problemas ao instalar o grub em uma partição XFS, digo-lhe pra continuar, afinal meu Arch está em XFS, usa o Grub, e funciona muito bem, obrigado.

Acho que ele deu boot meio totalitário, e não queria me obedecer. Eu mandava continuar, ele não continuava. Se eu escolhi a opção avançada, eu sei o que eu estou fazendo, não preciso de babá. Já que não iríamos sair daquilo mesmo, mudei a partição para ext3 e então foi.

No próximo passo, aparecem as formatações que serão feitas, o mapa de teclado a ser usado, a língua, etc. Havia um botão embaixo escrito ‘avançado’, mas como ele não falou nada sobre bootloader algum, achei que ele deixaria esse passo para depois. Não queria instalar o Grub porque já o tenho instalado, só iria depois editar o /boot/grub/menu.lst na minha partição do Arch.

Depois de uns quarenta minutos formatando, instalando pacotes, baixando outros e instalando mais alguns, a instalação termina e reinicio o computador. Fiquei felicíssimo ao ver que ele havia instalado o Grub, porque era justamente o que eu não queria. De qualquer jeito, iniciei o Ubuntu e meu monitor desligou. Imagino que a splashscreen estava usando minha outra placa de vídeo, ctrl+alt+del, vamos desativar o splash editando a entrada no Grub.

Entro no GNOME. Desse ponto não tenho do que reclamar. Algum tempo depois recebo um aviso que há drivers proprietários que eu poderia querer instalar. Digo-lhe para instalar e ele pede para reiniciar o computador. Na verdade isso não é necessário, basta reiniciar o X, mas reiniciei como ele pediu.

Quando volto, a resolução mudou para 800×600. Só ir em Configurações e mudar a resolução, certo? Se 1024×768 parecesse nas opções, sim, seria simples assim. Mas estou reclamando do que? eu sou 1337 e sei editar xorg.conf na mão.

Retirei todos os modos, deixei apenas 1024×768 para ter certeza que ele iria fazer o que eu quero que ele faça. Reinicio o X e… ainda em 800×600. Desculpa Ubuntu, não quero brigar com você, você é bonitinho, mas assim não dá. Tchau.

Vocês querem facilitar para o usuário leigo, eu dou todo o apoio, mas não tire o poder do usuário avançado. Estou começando a achar preferível dar um pequeno guia de como instalar o ArchLinux ou o Slackware a instalar uma distribuição ‘fácil’ de usar mas que acaba me dando mais trabalho que instalar essas que acabo de citar.

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Instalação OpenSuSE

Eu tenho duas partições destinadas a sistemas operacionais, e uma partição home separada. Em uma dessas partições, tenho instalado o ArchLinux e deixei a segunda para testes ou uma eventual segunda distro padrão.

Começarei uma bateria de testes, e o primeiro escolhido foi o OpenSuSE. Escolhi fazer a instalação pela internet, porque é como estou habituado a fazer com o ArchLinux (verdade seja dita, só fiz isso duas vezes). A idéia era baixar o mínimo de pacotes o possível e depois ir baixando conforme eu precisasse.

Baixei a iso, cerca de 72MB, gravei em um CD e dei boot. Você deve escolher o mirror de onde irá baixar os pacotes. Concordo que isso deve ser feito, já que a conexão geralmente é mais rápida com um mirror mais próximo, mas ele já deveria vir preconfigurado com o mirror da Novell.

Feito isso, um kernel é carregado e começa a baixar o instalador da internet. Ele mostra uma mensagem dizendo o quanto do download já foi feito, mas quando instalei, ele não conseguiu descobrir o tamanho do arquivo via HTTP e disse que o arquivo tinha 1kb, enquanto que ele tem 66MB. Parece que deu um erro e o sistema simplesmente parou, mas felizmente temos outros terminais abertos e atraveś do nono, que tem um bash aberto, descobri um arquivo em /downloads sendo baixado.

Depois da espera, aparece um servidor X, rodando fvwm, embora ele não apareça, e um instalador em Qt (usando o estilo ‘plastik’). Ele escolhe como será instalado e pergunta se está ok. Particularmente não gosto disso. Prefiro algo mais:

Agora vamos configurar as partições.

  • Deixar o instalador escolher (recomendado).
  • Configurar manualmente (para especialistas).

Não que tenha sido difícil mudar as configurações, mas tive que confirmar algumas vezes que sim, eu sei o que estou fazendo. (Isso porque quem inventou de formatar minha partição home foi ele, não eu).

Após a instalação, reinicie e uma surpresa: Agora vamos instalar atualizações! Queridos desenvolvedores do OpenSuSE, se eu estou instalando a partir da internet é porque eu quero uma instalação com os pacotes mais recentes. Não faz sentido baixar os pacotes da internet para depois atualizá-los 5 minutos depois. Por que já não fornecem a versão atualizada durante a instalação?

Além disso, o instalador faz o mesmo processo inúmeras vezes. Durante a instalação ele baixa informações do repositório e após a instalação ele baixa novamente, e como eu atualizei o kernel e tive que reiniciar mais uma vez, adivinhe, ele baixou novamente.

Vou terminar a instalação, instalar o X + KDE, mas não volto a instalá-lo tão cedo.

Gravação de áudio no Linux

O Linux possui uma infraestrutura poderosa para gravação de áudio. Não só o sistema pode ser configurado de forma a ser muito mais leve em relação ao consumo de memória e CPU, deixando quase toda a capacidade de processamento aos softwares desejados, como também ele fornece ferramentas impressionantes, e o melhor, livres.

Claro que nada é perfeito, e a altíssima possibilidade de configurações pode ser confusa no início. Além disso, é difícil achar bons plugins LADSPA, a plataforma padrão de plugins de audio para Linux, mas esse problema será discutido mais adiante.

Saiba mais

KDEmod

Durante um bom tempo usei o Openbox como meu gerenciador de janelas. É realmente incrível dar boot e iniciar o X usando aproximadamente 54MB de memória RAM, mas você sabe que terá, ou melhor, não terá algumas facilidades. Nada de ícones no seu desktop, nada de CDs serem automagicamente montados, nada de sons do sistema (sim, frescura, eu sei, mas eu gosto), etc.

No outro extremo temos o KDE, que vem, por exemplo, com três editores de texto, dois players de áudio, enfim, várias redundâncias. Pior ainda, se você quiser o kopete, programa de mensagens instantâneas, terá que instalar o pacote kdenetwork inteiro, muito provavelmente.

Felizmente, um grupo de desenvolvedores presenteou aos usuários do ArchLinux com o KDEmod. Saiba mais

GMail e Imap

Durante algum tempo tentei usar o GMail junto com o POP3, e tanto com o Opera como com o Thunderbird, acabei não me acostumando muito. Por mais que eu deletasse o email via cliente local de email, ele permanecia no webmail.

Agora com o Imap não tenho mais esse problema. A principal diferença entre os dois é que o Imap é uma via de comunicação dupla. Isso significa que ao invés de termos uma conexão assim:
Servidor --> Cliente
temos uma conexão assim:
Servidor <--> Cliente

Qualquer alteração que for feita, usando o Opera, o Thunderbird, ou meu Palm, se eu o tivesse, reflete-se no webmail e em todos os outros clientes.

Estou agora a busca de um protocolo semelhante para RSS.

PS: Não vou entrar em detalhes de como configurá-lo, já que está tudo muito bem explicado no site do próprio Gmail.

Zim, uma wiki no seu desktop

Uma forma interessante de organizar suas idéias é através de anotações e fazendo ligações entre elas (hiperlinks). O Zim é um editor de textos a lá Wikipédia que permite que você faça justamente isso, arquivos que se relacionam.

Você começa com um caderno em branco, só com a página ‘Home’ e a partir daí vai criando novas páginas. Para criar uma nova página, basta criar um link, clicar nele e editar essa nova página.

É possível fazer buscas em todas as páginas, inserir imagens, fórmulas LaTeX (desde que ele já esteja instalado) e usar um calendário já incluso no programa. É possível também, como era de se esperar, formatar o texto, mudando o tamanho da fonte (através dos cabeçalhos), e suas características (negrito, sublinhado, itálico, etc). Fica faltando apenas a possibilidade de usar outras cores no texto.

Você também organizar suas páginas hierarquicamente, separando-as categorias com dois pontos, “:”. E pode também tranformar uma seleção de texto em itens de uma lista, basta selecionar o texto que quer transformar-se em uma lista e digite “*”. Embora esses comandos fiquem “escondidos”, uma olhada rápida na ajuda do Zim revela-os.

LFS: FIM!

O resto do processo da instalação ocorreu sem problemas. A configuração do kernel é bastante simples, com uma ajuda que de fato é útil.

Acabei configurando o Grub do meu ArchLinux mesmo ao invés de instalá-lo novamente e então veio o momento mais emocionante de todo o processo, vai dar boot ou não vai?

Felizmente ocorreu tudo sem problemas e consegui dar boot no bichinho.

LFS: E a saga continua…

Fiquei um bom tempo sem nem mexer nele, seria mais fácil automatizar a compilação. Uma hora cansa ficar no ‘tar -xf ficheiro.tar.gz’, ‘make && make install’. Estou na instalação do último pacote, o vim. Agora faltam algumas configurações e a instalação do kernel em si.

Cat em Python

No último artigo eu falei sobre como era fácil implementar um programa parecido com o comando cat. Em python é ainda mais simples.

Importamos o módulo fileinput com mais duas linhas imprimimos o conteúdo de todos os arquivos passados como argumentos.

#!/usr/bin/env python
import fileinput
for line in fileinput.input():
	print line,

A vírgula é para que ele não imprima uma nova linha após cada ‘print line’.

Cat em Lisp e em Perl

Algumas linguagens oferecem um alto nível de abstração, o que agiliza o processo de desenvolvimento de um programa. Eu adoro C, mas se vou abrir um arquivo usando-o, tenho que primeiro abrí-lo, depois verificar eu mesmo se não houve erros. Para facilitar um pouco, acabei criando uma outra função que abre o arquivo e verificar se ocorreu tudo bem:

Saiba mais