Arquivos Mensais: julho 2009

BigBusca

Estava dando uma olhada numa entrevista com o criador do BigLinux. Além de manter a distro, ele tem um site de buscas chamado “BigBusca”. Entrei para dar uma olhada, crente de que seria uma porcaria. Engano meu. Apesar do sistema de busca não ser exatamente dele (são buscas personalizadas do Google), existem opções que ficam meio escondidas no Google mesmo.

Por exemplo, na pesquisa Web, é possível escolher a idade máxima dos artigos (24 horas, um mês, um ano, etc). A busca por documentos permite especificar se quero pdfs, docs, odts… A busca por imagens novamente apresenta facilidades do tipo.

Ah sim, o link: BigBusca

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Melhorando a aparência das fontes no Arch Linux

Eu instalei os pacotes cairo-lcd e libxft-lcd aqui e as fontes ficaram com uma aparência bem melhor. Claro que isso é subjetivo, então recomendo que experimentem os pacotes cairo-cleartype, freetype2-cleartype e libxft-cleartype.

A diferença entre eles é o algoritmo usado no subpixel shading. Pessoalmente, acho o algortimo padrão ruim, tanto que eu o deixava desligado. O Cleartype é o mesmo usado pelo Windows, mas também não gosto, acho que as fontes ficam “embaçadas”. O LCD, se não me engano, é um conjunto de patches utilizado pelo Ubuntu.

Infelizmente, nenhum desses dois últimos poderá vir a ser o padrão por questões legais.

Criando fractais no Linux

Eu adoro imagens de fractais, geralmente servem como ótimos papéis de parede e acho interessante essa conexão entre Matemática e Arte.

Durante algum tempo dei uma pesquisada nos programas disponiveis para Linux e elegi meus três favoritos:

  • xaos – é o mais antigo, mas é relativamente leve e roda bem até mesmo em máquinas mais modestas. Da minha galeria no DeviantArt, o único que foi feito com ele foi este: Burtonian Brain.
  • qosmic – é uma interface gráfica para o flam3, mas ainda não aprendi a usá-lo muito bem.
  • gnofract4d – é o mais amigável de todos e é possível chegar a resultados interessantes usando apenas a função “Explorer”. Um detalhe interessante é que um dos meus fractais está nos favoritos do criador do software (o Malignific).

Para quem quiser ver, minha galeria no DeviantArt tem alguns fractais que foram feitos usando esses programas.

Sinto-me iluminado (uma crítica aos gerenciadores de janelas do Linux) – Parte 2

Após uma semana mais ou menos com o Enlightenment, posso dizer que gosto dele, mas que ele ainda não está pronto para uso. Não duvido que quando ele estiver pronto ele será um ótimo gerenciador de janelas / desktop, mas no momento os pequenos defeitos me encomodam.

Pesquisei mais gerenciadores de janelas aqui e ali, mas os que pareciam promissores eram projetos mortos, todos os outros que pareciam interessantes eu já tinha testado e não gostava por um detalhe ou por outro.

Por fim, resolvi fazer o meu próprio gerenciador, baseado no que eu gostava ou não em cada gerenciador que já experimentei (e acreditem, eu já experimentei vários). Se você não quiser ler um pequeno review de cada gerenciador, pule direto para o cabeçalho “O meu”.

Saiba mais

Sinto-me iluminado (Enlightenment17)

Não preciso nem dizer que sou um chato em relação a gerenciadores de janelas. Passei um tempo com o PekWM, mas ele não estava se entendendo muito bem com o Emacs. Além disso, algumas leituras recentes sobre inovações no Desktop me fizeram querer largar mão um pouco do minimalismo, estava até cogitando usar o KDE 4.3, e estou ansioso pelo GNOME 3.

Dei uma olhada na Wiki do Arch Linux para ver que outras opções eu tinha e me lembrei do Enlightenment 17. Logo quando editei meu .xinitrc e iniciei o X com o Enlightenment, uma surpresa : Uma tela inicial permitindo a configuração de algumas coisas. O interessante é que existem “perfis” pré-configurados : um minimalista, que creio que não tenha tantos efeitos visuais, o tradicional, e dois que me chamaram a atenção para dispositivos de tela pequena (um é voltado para Netbooks e outro para dispositivos embarcados).

Comecei a mexer com ele e me impressionei com a atenção que foi dada aos mínimos detalhes. Por exemplo, no pager, dispositivos que mostra os Desktops Virtuais, existem miniaturas das janelas que estão abertas naquele Desktop. Se uma janela chama a atenção, sua miniatura no pager fica balançando. O ícone que aparece no canto superior esquerdo da decoração da janela também fica balançando, e aparece um ponto de exclamação.

Outro detalhe interessante é a existência de um botão “Modo de apresentação”. Ele desliga temporariamente a proteção de tela e as configurações de economia de energia, assim a tela não desliga enquanto você está fazendo aquela apresentação ou assistindo aquele filme.

Vale lembrar, entretanto, que ele ainda é uma versão em desenvolvimento. Apesar dessa atenção dispensada até aos mínimos detalhes, ele ainda não é perfeito. Por exemplo, nas configurações de que aplicativos serão iniciados automaticamente ao iniciar não é possível adicionar aplicações arbitrárias. Quando eu quis que o xbindkeys fosse iniciado junto ao Enlightenment, tive de criar um “ícone” para a aplicação e então adicioná-la à lista de aplicações iniciadas.

Outro problema é o gerenciador de arquivos. No momento, ele é minimamente funcional. Minimamente. Para se ter uma idéia, se estou em /home/usuario, não há como acessar /home diretamente. Ao invés de abrir Home e subir um nível, é necessário abrir o Root e clicar em home. Por enquanto fica só a promessa e a curiosidade de como seria um gerenciador de arquivos inovador.

Tenha aulas das melhores universidades em sua casa

Para quem não conhece ainda, existe um site com vários vídeos gravados por grandes universidades do exterior e disponíveis ao público em geral. São em inglês, mas são bastante instrutivos.

Academic Earth

A Revolução dos Robôs será USB

As HPs são consideradas comedoras de bateria (imagine sustentar um processaor ARM de 75MHz com pilhas AAA). Fiquei pensando: se isso é um problema tão grande, porque a HP não fez uma entrada para ligar na tomada? Pesquisando mais um pouco, li que se você usar o cabo USB, ela consome a energia via USB e não das pilhas.

Agora, se USB já virou algo tão comum como fonte de energia a ponto do iPod ser recarregado assim e existirem adaptadores AC/USB, por que simplesmente não usar USB como o padrão residencial?

Imagine, todas, ou pelo menos algumas, tomadas seriam USB. Ou seja, você tem uma estrutura energética E informacional. Com isso, o surgimento de dispositivos minimamente “inteligentes” começaria a surgir. Você pode comprar uma cafeteira ou uma cafeteira que pode ser ligada/desligada remotamente e que informa sua temperatura. Tudo isso via USB, que tal?

* Sim, eu sei que não é tão simples assim, mas achei a idéia no mínimo interessante