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Linux no Dell Inspiron 1525

Recentemente adquiri um Dell e instalei o Archlinux nele, então vou dar algumas dicas de como configurar alguns detalhes específicos. No geral a instalação é bem simples, e pode-se simplesmente seguir os guias de instalação presentes no site oficial e no site da comunidade brasileira. Usuários de outras distribuições também podem seguir essas dicas, só não se esqueçam que o nome de alguns arquivos pode ser um pouco diferente, e que deverá ser utilizado o gerenciador de pacotes da sua distribuição, e não o pacman.

Conforme eu for descobrindo coisas novas eu vou colocando aqui, então se você estiver com algum problema que ainda não consta aqui, volte daqui alguns dias, quem sabe. Se você achar a solução para o problema, mande um comentário.

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Vida nova na guerra entre navegadores (no Linux)

Enquanto no Windows surgiram novidades como o Safari e o Chrome, no Linux as coisas continuaram mais ou menos como antes. Embora o Firefox 3 seja melhor que o 2 em termos de consumo de memória, ele ainda é mais pesado que alguns usuários gostariam. Com o uso do tracemonkey a partir da versão 3.1 beta, ele ganha agilidade, mas continua lento para iniciar e com o uso abusivo de memória.

A outra opção, o Opera, não se integra tão bem ao ambiente. Ainda não existem versões compiladas com o Qt4 para Linux sem ser com bibliotecas estáticas, e mesmo essas versões, o usuário tem de fuçar pelo FTP da empresa para achar. Além disso, tenho problemas ao copiar texto com acentos de um outro programa para ele.

Existem outras opções menores, como usar o IE pelo wine (eu sei, eu sei, ninguém faria uma coisa dessas; exceto webdesigners que precisam testar seu produto), o Epiphany do GNOME e o Konqueror do KDE. O Epiphany usa a mesma engine que o Firefox, mas não tem suporte às mesmas extennsões que o Firefox (embora tenha sim suporte a algumas), e o Konqueror parece não ter muitos fãs.

Porém, graças ao desenvolvimento da engine Webkit, estão começando a surgir novos browsers. O próprio Epiphany possui uma versão de testes usando essa engine, existe também o Arora, em Qt, e o Midori, em GTK, que inclusive foi “apadrinhado” pelo XFCE.

Essa engine surgiu como um fork() do KHTML do Konqueror e o browser de maior destaque a usá-la é o Safari da Apple.

Estou escrevendo este artigo do Midori e ele está cada vez melhor. Em dezembro, se eu abria muitas abas ele travava, mas agora já não há mais problemas ao fazer isso. Ainda existem problemas com o Flash em algumas páginas mais carregadas, mas o desenvolvimento tem sido rápido.

Outra novidade que nos aguarda é o próprio Chrome do Google, que, para minha felicidade pelo menos, usará GTK.

Só para despedir com um meme, parece que 2009 finalmente será o ano do Linux no Desktop. :P

Linux: Programas para o console

Como eu comentei no artigo anterior, em que eu mostrava como mudar as cores no console do Linux, vou falar sobre alguns programas que rodam sem o X. É claro que se pode usá-los no X também, mas a idéia desse artigo é mostrar que sim, existe vida sem o X!

Algum deles precisam de um framebuffer (que em breve eu mostrarei como configurar), outros não, e eles estão organizados em nenhuma ordem específica.

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Cores no Console do Linux

Outro dia, eu estava falando com um amigo sobre como tão poucos programas que eu uso precisam do X. Com um pouco de adaptação, eu conseguiria sobreviver no console (com framebuffer, é claro) sem grandes problemas. Para os interessados em uber-minimalismo como eu, em breve comentarei que programas eu uso; mas por enquanto, traduzi um artigo que Aaron Griffin, o atual líder do Archlinux, escreveu (e me autorizou a traduzir). A quem interessar possa, o link original está aqui: Linux Console Colors.

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Converter wma para mp3 (usando o mplayer)

Post curtinho, só para manter o blog vivo. Acho que vou começar a postar mais sobre outros assuntos também. Tenho estado sem idéias para escrever sobre Linux e programação. Se alguém for contra levante a mão e não deixe um comentário.

Enfim, eis o post. Outro dia mandaram um arquivo wma para uma amiga, e eu, na melhor das boas intenções, dei um jeito de fazer com que ela pudesse ouvi-lo no mp3 dela:
mplayer -ao pcm:file="tmp.wav" input.wma
lame [opções] tmp.wav -o output.mp3
rm tmp.wav

Deve ter um jeito de fazer um pipe entre o mplayer e o lame; mas se assim funciona, que vá assim.

Tornando o Gmail mais prático

No post anterior, eu mostrei como abrir o Google já em uma pesquisa com apenas uma tecla (duas, na verdade). Usando o mesmo programa de antes, eu fiz um outro script que abre o Gmail já na página para escrever um novo email, com o campo “para:” já preenchido com o email selecionado anteriormente.

Primeiro, vamos configurar o Firefox para usar o Gmail como aplicativo padrão. Abra as opções (editar > preferências) e abra a aba Aplicativos. No campo digite ‘mailto’ e selecione o Gmail como aplicativo padrão. Para testar, digite
mailto:seu.email@gmail.com
na barra de endereços.

Agora o script:
#!/bin/sh
firefox "mailto:`xsel -p -o`"

Certifique-se de ter o pacote xsel instalado e de ter transformado o script em executável (chmod +x arquivo). Para usá-lo, configure uma combinação de teclas que execute-o. Eu usei WinKey + Shift + G.

Facilitando buscas do Google no Linux

Esse é um pequeno hack que achei no fórum do Archlinux. Para usá-lo é bastante simples, basta selecionar um texto qualquer e apertar a hotkey que você selecionar.

Primeiro, instale o pacote xsel, um pequeno programa que retorna o texto selecionado no X. O comando abaixo serve para o Archlinux, use o comando apropriado para sua distribuição.
# pacman -Sy xsel

Agora, crie um arquivo de texto com o conteúdo abaixo. Escolha o nome que quiser, mas lembre-se de depois torná-lo em um executável.
#!/bin/sh
firefox "http://www.google.com/search?q=`xsel -p -o`&ie=UTF-8&oe=UTF-8"

E para transformar em executável:
$ chmod +x nome_do_arquivo

Agora configure seu gerenciador de janelas para executar esse script quando você apertar as teclas que você selecionar. Eu escolhi WinKey + G, é fácil de lembrar ;). Se você usa outro navegador, apenas altere o arquivo de texto para usar o navegador de sua escolha.

Configurar ponto de interrogação em notebooks usando Linux (no console)

edit: Desculpem, fiz caca. Ali onde escrevo o código que deve ir dentro do arquivo, ficou faltando um sinal de igual. (30/11/2008)

edit: Mais uma correção. Um amigo reclamou que Ctrl+Q no rtorrent deixou de funcionar e achou a solução. Este é o blog dele: Avallon.

Em alguns notebooks mais recentes, não existe mais uma tecla com barra e ponto de interrogação. Esses caracteres agora ocupam um lugar ao lado do Q e do W, assim como alguns outros caracteres ocupam teclas ao redor dessas.

Vou descrever aqui como configurar essas duas teclas, mas a idéia para as outras é a mesma.

Primeiro, temos que descobrir o código das teclas que vamos modificar. Rode o seguinte comando num terminal:
showkey
Não precisa ser como root, mas se rodá-lo dentro do X, pode haver problemas. Você terá algo como:
keycode 16 pressed
keycode 16 released
keycode 17 pressed
keycode 17 released

Esses são os códigos das teclas q (16) e w (17) no meu teclado. No seu provavelmente são os mesmos.

Agora, use o mapa de teclado que estiver acostumado (no meu caso, br-abnt2) para servir como base. Eu preferi copiar o antigo para ficar com dois arquivos, mas você pode simplesmente editar o anterior.

Copie o mapa para um diretório qualquer:
cp /usr/share/kbd/keymaps/i386/qwerty/[mapa].map.gz ~/tmp
Descompacte-o:
gzip -d [mapa].map.gz
Edite-o com seu editor preferido (que com certeza é o vim):
vim [mapa].map
E adicione as seguintes linhas ao final do arquivo:
altgr keycode 16 = slash
altgr keycode 17 = question

Agora, recompacte-o:
gzip [mapa].map
E mande-o de volta ao diretório dos mapas dos teclados:
# mv [mapa].map.gz /usr/share/kbd/keymaps/i386/qwerty/[mapa]-note.map.gz

E mude os arquivos de configuração da sua distro para usá-lo.

Se quiser testá-lo, rode:
loadkeys -u -q [mapa]-note # se seu sistema for UTF-8
loadkeys -q [mapa]-note # se não for

Configurando Linux para usar o OpenDNS

Em horários de pico, os servidores DNS da Brasil Telecom ficam praticamente inutilizáveis. Portanto, resolvi configurar meu computador para usar o OpenDNS.

O primeiro passo depende de como você obtém seu endereço de IP. No meu caso, é via DHCP, então tive que alterar o arquivo /etc/conf.d/dhcpcd . O importante aqui é que o arquivo /etc/resolv.conf não seja reescrito cada vez que você se conectar.

Caso você também use o dhcpcd, adicione -R à lista de argumentos no arquivo /etc/conf.d/dhcpcd:
DHCPCD_ARGS="-R -t 30 -h $HOSTNAME"

Depois disso, edite o /etc/resolv.conf para usar os servidores do OpenDNS:
nameserver 208.67.222.222
nameserver 208.67.220.220

Coloque-os no topo do arquivo para que eles tenham prioridade. Os números, caso você queira confirmar, estão no canto inferior direito da página do OpenDNS.

Obs: A primeira vez que eu fiz isso o /etc/resolv.conf foi reescrito. Creio que para isso não acontecer, você deve editar o arquivo /etc/conf.d/dhcpcd, reiniciar o daemon do dhcpcd (no caso do Archlinux, /etc/rc.d/network restart) e então editar /etc/resolv.conf.

Divindo arquivo em partes menores no Linux

Eu queria fazer o backup de alguns arquivos no Gmail, mas depois de juntá-los num tar.gz, o arquivo ficou grande demais para mandá-lo por email. Resolvi o problema dividindo o arquivo em partes menores e mandando-as individualmente.

Antes de mais nada, vamos juntar todos os arquivos em um tar. O ideal é que você crie uma pasta antes, pois quando for descompactar, os arquivos não serão jogados no diretório em que você está trabalhando, mas sim dentro dessa mesma pasta.
$ mkdir backup

Agora copie todos os arquivos que você quer fazer o backup para essa pasta. Se quiser, pode criar novas pastas dentro dessa.
$ cp arquivo1 arquivo2 arquivo3 ... backup

Depois disso, criaremos o tar. Você pode simplesmente criá-lo, ou também compactá-lo com o gzip ou o bzip2. Existem outras opções também, mas essas são as mais comuns. O bzip2 compacta melhor, mas é um pouco mais lerdo.
$ tar -cvf backup.tar backup # sem compactação
$ tar -zcvf backup.tar.gz backup # gzip
$ tar -jcvf backup.tar.bz2 backup # bzip2

Pode ser que você queira ver de que tamanho ficou o tar e ver se vai precisar dividi-lo ou não.
$ ls -lh | grep backup

Para dividi-lo, usaremos o split. No Archlinux ele vem no pacote coreutils, então é praticamente certeza que ele estará instalado. De maneira geral, ele será utilizado da seguinte forma:
$ split -b tamanho_individual arquivo_de_origem prefixo

Assim ele dividirá o arquivo_de_origem em arquivos de tamanho_individual (em bytes, ou você pode usar algum sufixo de tamanho) cada e com o nome prefixoaa, prefixoab, prefixoac… Eu usei algumas opções a mais, no fim ficou assim:
split -a 1 -b 9MB -d --verbose backup.tar.gz backup.tar.gz.

  • O -a 1 modifica os identificadores após o prefixo, então ao invés de backup.tar.gz.aa, eu terei backup.tar.gz.a.
  • O -d usa números no lugar de letras depois do prefixo, então no fim eu fiquei com backup.tar.gz.0, 1, 2, etc.

Esse passo não é destrutivo. Em outras palavras, ele não apagará o arquivo original.

Para juntar usaremos o cat. Você pode primeiro reconstituir o arquivo original e então descompactá-lo, ou usar um pipe direto do cat para o tar. Vamos criar um novo diretório antes para evitar confusões com nome de arquivos antes.
$ mkdir tmp && mv backup.tar.gz.* tmp && cd tmp
$ cat backup.tar.gz.* > backup.tar.gz #reconstitui o arquivo e
$ tar -xvzf backup.tar.gz # descompacta o arquivo. ou
$ cat backup.tar.gz.* | tar -xvz # usa o pipe

Só se lembre de na hora de descompactar usar as opções certas, -z para gzip, -j para bzip2 e nada para apenas tar. Perceba também que no primeiro caso usamos -xvzf porque descompactamos um arquivo, no segundo não usamos o -f porque o tar está lendo do stdin.