Antes de começar o artigo em si, eu estive pensando e… o que há de errado conosco? Digo, são só dois editores. Por que damos tanta importância a eles a ponto de avisarmos a nossos colegas que estamos trocando de editor, e pior! Ainda defendemos o porquê de fazermos a troca!
As motivações
Tudo começou com um comentário aleatório no fórum do Arch Linux. Um participante disse que usava tanto o Vim quanto o Emacs, mas que usava o Emacs no modo viper. Esse modo permite a utilização das keybindings do Vim no Emacs, eu já o conhecia de nome, mas nunca fui atrás de como usá-lo. [1] O usuário em questão disse que o viper não é completamente compatível com o Vim, mas que no geral já ajudava. Como não sou nenhum mago do Vim, sei apenas alguns comandos básicos, pensei que mesmo os poucos comandos compatíveis já seriam o suficiente.
Então o Liquuid fez um artigo mais ou menos no mesmo molde deste que escrevo, e estava lá, pronto para ser consumido, como usar o modo viper: um simples M-x viper [2]. Fique surpreso ao ver que não existe um modo viper, mas sim cinco, variando desde o nível 1 – mais próximo do Vi – até o nível 5 – um filho bastardo entre Emacs e Vi.
Para ajudar, mais tarde, procurando por “Emacs for vim users”, me deparei com um par de artigos escritos pelo Stefano Zacchiroli [3,4]. Quem é esse cara? O mantedor do pacote Vim do Debian [5]. Acreditem ou não, ele é um usuário (feliz) do Emacs. Juntando tudo isso e mais alguns outros artigos do tipo “porque resolvi largar o Vim”, vi que não custava nada dar uma experimentada no Emacs.