Sim, eu mudei de pele

Apenas um aviso aos leitores fiéis, vocês não erraram a url, eu mudei o tema do wordpress mesmo. O anterior possuia alguns erros de tradução e alguns links não funcionavam. Ainda não decidi qual será o novo tema definitivamente, então pode ser que troque algumas vezes ainda antes de me ajeitar.

Dicas para o Grub

O Grub torna-se o mais escolhido bootloader entre as distribuições Linux. Mesmo nas que não o disponibilizam por padrão, como o Slackware, ele ainda pode ser utilizado.

Não vou mostrar como configurá-lo do zero, há muito bom material sobre isso por aí. O objetivo desse artigo é mostrar algumas dicas de como ativar o framebuffer, escolher entre inicar o X ou não etc. Você deve modificar o arquivo /boot/grub/menu.lst para as mudanças funcionarem.

Aquietando o Kernel: Quando o kernel está carregando ele imprime algumas mensagens na tela e depois passa o comando para o init. Se você quiser, pode silenciar essas mensagens adicionando ‘quiet’ à linha do kernel, assim:

kernel /boot/vmlinuz26 root=/dev/sda1 ro quiet

Ativando o Framebuffer: Com o framebuffer funcionando você terá uma resolução maior nos consoles virtuais e direito a algumas frescurinhas: assistir a vídeos no terminal, navegar na internet vendo figuras com o links… O próprio arquivo /boot/grub/menu.lst já possui uma tabela com os valores possíveis. Talvez nem todos valores funcionem com sua máquina/monitor, mas a primeira linha é praticamente garantida que irá funcionar, só cabe a você escolher a melhor resolução (1024×768 aqui).

kernel /boot/vmlinuz26 root=/dev/sda1 ro vga=773

Inicando (ou não) o X: Na verdade essa linha altera o init em que o sistema irá iniciar. 0 é desligar, 1 modo unico usúario (root, útil para manutenção), 3 modo multi-usuário, 5 modo gráfico e 6 reiniciar. Os números não presentes aqui não são comumente usados.

Os números 0 e 6 também não nos são úteis, nos resta apena 1, 3 e 5. Se você tiver uma entrada que mande o sistema entrar no runlevel 3 e outro no runlevel 5, você estará escolhendo entre iniciar o X ou não. Para isso, copie e cole a entrada no grub que você costuma utilizar e adicione init # na linha do kernel.

# (0) Arch Linux
title  Arch Linux
root   (hd0,0)
kernel /boot/vmlinuz26 root=/dev/sda1 ro vga=773 quiet
initrd /boot/kernel26.img 

# (1) Arch Linux - No X
title Arch Linux (No X)
root (hd0,0)
kernel /boot/vmlinuz26 root=/dev/sda1 ro vga=773 init 3 quiet
initrd /boot/kernel26.img

Você pode ver que a primeira entrada não tem nenhum ‘init’. Isso é porque o padrão (especificado no arquivo /etc/inittab) já é o runlevel 5.

Qualquer dúvida deixem um comentário ;)

Configurando Áudio No Linux

O objetivo desse artigo não é ser um troubleshoting extremamente completo, apenas uma pequena série de dicas que podem lhe ser úteis. Os primeiros passos serão desnecessários na maioria das distros atuais com foco no usuário doméstico/empresarial, mas como eu sou fã do ArchLinux e essas coisas não vem ativadas por default nele, acabei incluindo esses passos aqui.

O primeiro passo é descobrir o módulo necessário para ativar sua placa de áudio. Na verdade a única distro que eu já usei que irá precisar disso é o Slackware, talvez o Debian. A maioria das outras distros possuem um sistema automatizado de reconhecimento de hardware. Depois de descoberto o nome do módulo, como root:

modprobe nome_do_modulo

Próximo passo é incluir seu usuário no grupo de áudio. Novamente, isso não é necessário na maioria das distros, mas caso você esteja tendo problemas com áudio na sua, não custa nada seguir esse passo a passo para ver se você não encontra o problema. Para fazer isso, rode como root:

usermod -a -G audio nome_do_usuario

Pode ser necessário incluir o usuário no grupo com acesso ao(s) CD(s)/DVD(s). No caso do Arch, o nome do grupo é optical, no Slackware é disk.

usermod -a -G disk,optical nome_do_usuario

O programa avisará se o grupo não existe e não há problema em mandar ele adicionar o usuário a um grupo que ele já faz parte, então não há riscos em fazer o procedimento. Só não esqueça do a depois do G, ou você apagará os outros grupos a que o usuário faz parte.

Agora sim as coisas começam a ficar interessantes para todos. Verifique que você possui o pacote alsautils instalado, isso depende da sua distribuição. Para saber se você já tem o pacote instalado, tente rodar ‘alsamixer’. Se der certo, aguenta as pontas que já voltamos para aí.

Se não rodar você precisará instalar o pacote. Isso depende da sua distribuição, no Archlinux isso é resolvido com um:

pacman -Sy alsautils

Não se deixe enganar. Você é muito bem capaz de ouvir suas músicas sem esse pacote, mas não será capaz de salvar as propriedades do mixer.

Agora que você está com o alsamixer rodando bonitinho aí, apareceram algumas barras. Verifique que ‘Master’ e ‘PCM’ não estão com dois MM embaixo delas. Se estiverem, desloque o indicador de selação com as teclas direcionais e aperte M.

Depois de feito isso, vem o ajuste do volume. E essa é justamente a razão de eu ter escrito esse artigo: a maioria das pessoas irá dizer para você aumentar o PCM ao máximo e controlar o volume pelo Master. Bom… não faça isso. Não que o PCM estar a 100% vá distorcer seu som a ponto de parecer um Marshall com volume no 11, mas irá distorcer sim. Alguns mp3s e oggs que eu achei serem de qualidade duvidosa estavam apenas distorcendo devido ao PCM no máximo.

Por mais que não distorça, vai acabar comprimindo o som, e muito provavelmente, embolando os graves. Eu deixo meu PCM em 77 ou algum valor próximo disso e o controle efetivo fica por conta do Master mesmo.

Qualquer dúvida deixem um comentário.

Dois astrônomos…

…estavam num obsrvatório. Eram 3 horas da manhã, quando o mais novo chega eufórico e fala:

“Professor, Professor, eu tenho uma noticia boa e uma ruim.”

O astrônomo mais velho, acostumado ao entusiasmo dos mais jovens, calmamente pediu para que ele falasse primeiro a boa, e o mais jovem falou:

“Professor, apareceu uma galáxia! Do nada! A 3 anos luz de distância da gente!”

E o professor perguntou “E o que é que pode haver de ruim numa notícia destas?”

O aluno respondeu:

“Professor, o espectro dela está desviado para o azul!”

Muito boa.

Convertendo De MP3 Para Ogg

Há algum tempo postei como eu fiquei encantado com o Ogg, a ponto de querer chamar meu filho de Ogg Vorbis (bem melhor que Dweezil, Moon Unit, etc)*. Com a qualidade ajustada em 3, não tive nenhuma perda perceptível de qualidade em relação a um CD.

Minha escolha pelo Ogg só tinha dois problemas:

  • É difícil achar muita coisa em Ogg pela internet e
  • Meu MP3 Player não toca Ogg, embora ele esteja meio aposentado, meio servindo apenas como pendrive

A solução foi simples, criar um script: (certifique-se que você possui os pacotes ‘lame’ e ‘vorbis-tools’ instalados)

#!/bin/bash
lame --decode "$1" - | oggenc - -o "$2"

A utilização é:

mp32ogg arquivo.mp3 arquivo.ogg

E o script inverso é:

#!/bin/bash
oggdec "$1" - | lame - "$2"

*Filhos de Frank Zappa.

KDE e o consumo de memória

Aproveitei o fim de semana ocioso e instalei o KDE completo na minha máquina, com exceção dos programas de acessibilidade, jogos e artes extras. Instalei o Gnome também, mas não tem jeito, não me acerto com ele.

Só por desencargo de consciência, medi o consumo de memória com o XFCE e com o KDE, e não é que o KDE consome menos, mesmo estando com vários recursos ativados, a maioria deles, diga-se de passagem.

O úniko problema é ke agora eu não aguento mais ver ks na minhs frente.

Japonês no Linux, né? Aplicativos Qt

Se você usa o Opera ou outro aplicativo escritos usando a biblioteca gráfica Qt, com exceção dos programas do KDE, deve ter percebido que as fontes japonesas não são TTF e em alguns casos são usados caracteres chineses e não japoneses.

A solução é simples, basta rodar ’qtconfig’, ir na aba ’Fonts’ e na área ’Font Substitution’ incluir pelo menos uma fonte com suporte a caracteres japoneses para cada uma das fontes lá presentes, ou pelo menos nas que você mais usa.