Configurando Teclado Multimídia

Uma coisa que eu sentia falta no Linux eram as teclas multimídia, mas esse é um problema bem simples de resolver. Antes de mais nada, temos que instalar o xbindkeys com suas dependências. Depois nós criamos o arquivo de configuração:

xbindkeys --defaults > $HOME/.xbindkeysrc

Agora abra esse arquivo no seu editor de texto preferido. Você verá que ele segue um padrão:

# Comentário
"comando"
  mc:0x0 c:236

Bem simples de entender, apenas coloque um comentário para você não se perder, o comando do shell que você gostaria de executar e o código da tecla. Mas você, e qualquer outra pessoa normal, não deve saber de cor o código da tecla. Podemos resolver o problema com (você TEM que rodar de algum terminal) :

xbindkeys -mk

Aparecerá uma janela. Enquanto seu mouse estiver sobre ela, qualquer tecla que você digitar terá seu código escrito. É só copiá-lo para o arquivo de configuração e no fim salvar.

Se você quiser ver se está tudo ok, rode xbindkeys. Se der tudo certo, adicione “xbindkeys &” no fim do seu ~/.xprofile .

Japonês no Linux, né? 二

Pensei que iria demorar mais para achar a solução, mas era exatamente aquilo que eu tinha dito, problema com as fontes.

Praticamente nenhuma fonte (TrueType) dá suporte completo a todos os caracteres especificados no Unicode. No meu caso, nenhuma dava.

A solução: instalar uma fonte que dê suporte ao Hiragana, Katakana e principalmente aos Kanjis.

Procurando no Google, encontrei algumas interessantes da Epson. Infelizmente elas vem em um instalador .exe. Provavelmente deve haver um jeito de extraí-las de lá, mas fica para a próxima. Quem sabe eu não faço um artigo só sobre isso?

Enfim, a fonte escolhida foi a Bitstream Cyberbit, quepode ser encontrada aqui:

ftp://ftp.netscape.com/pub/communicator/extras/fonts/windows/

(o arquivo é “Cyberbit.ZIP”). Salve-o na sua máquina. Eu salvei o meu no meu home, então primeiro descompactamos:

unzip Cyberbit.ZIP

Aparecerá um arquivo chamado “Cyberbit.ttf”, teremos que movê-lo para o diretório das fontes (não esqueça de fazer como root).

mv Cyberbit.ttf /usr/share/fonts/TTF/

Provavelmente é o mesmo que eu coloquei aqui, qualquer coisa dê uma olhada no xorg.conf com

grep FontPath /etc/X11/xorg.conf

E então teremos que rodar dois programas no diretório das fontes e mais um para atualizar o cache de fontes do X.

cd /usr/share/fonts/TTF
mkfontscale
mkfontdir
fc-cache

Inicie um programa em GTK (Gimp, o próprio OpenOffice, ou sei lá o que) e veja se está tudo OK com a fonte.

Agora a configuração do OOo:

Ferramentas > Opções… > Configurações de Idioma > Idiomas
Em “Suporte aprimorado a idiomas”, marque “Ativado para idiomas asiáticos”, e em cima, onde está “Ásica”, selecione “Japonês”.

Na mesma janela, vá em OpenOffice.org Writer > Fonte básicas (Asiáticas) e deixe todos como “Bitstream Cyberbit”.

E é isso, espero não ter esquecido de nada.

Japonês no Linux, né?

02/07/2008: peço desculpas aos que tentaram seguir as instruções aqui e não conseguiram. Em um dos passos estava faltando um “>” por eu ter digitado > e não usado o código HTML.

26/07/2008: nocamente peço desculpas, após uma reinstalação do sistema, percebi que é necessário instalar o scim para que funcione.

Há algum tempo me veio a idéia de aprender japonês, pela internet, é claro. Aqui vão algumas dicas para resolver problemas que você pode encontrar:

1. Se na instalação da sua distro for permitido escolher o encoding, use UTF-8. Eu particularmente uso en_US.UTF-8 no meu Arch (não uso pt_BR.UTF-8 pois as traduções para português são simplesmente patheticas*). Isso permite que você veja sites com caracteres japonêses.

2. Se você quiser escrever em japonês no computador, além de visualizar os sites, você terá que instalar um software específico. Existem outros, mas o que eu mais gosto e o que eu menos tive problemas é a combinação Anthy + UIM.

Atenção: o próximo passo só serve para o ArchLinux. O restante poderá ser feito em outras distros.

pacman -S scim scim-anthy anthy uim

Esse passo varia dependendo de onde sua distro instalou os pacotes, mas é bem provável que seja o mesmo:

gtk-query-immodules-2.0 /usr/lib/gtk-2.0/2.10.0/immodules/im-uim.so
 > ~/.immodule

Agora, como usuário comum, verifique se existe o arquivo ~/.xprofile . Se não existir, crie-o com o seguinte conteúdo:

export GTK_IM_MODULE='uim'
export GTK_IM_MODULE_FILE=~/.immodules
export QT_IM_MODULE='uim'
uim-xim &
export XMODIFIERS=@im='uim'
uim-toolbar-gtk-systray &

Agora, a configuração do uim:

uim-pref-gtk

Aparecerá um erro avisando que ele não achou uma biblioteca chamada m17n ou coisa do tipo. Mesmo assim ele abrirá um janela com a configuração. A única mudança que eu fiz foi marcar “Specify default IM” e selecionar “Anthy” em “Global settings” e em “Toolbar” eu desmarquei todos os itens da parte de baixo.

Salve tudo e reinicie o X (<Control><Alt><Backspace>).

Aparecerá um X no seu System Tray. Quando você clicar em algum campo de texto ele expandirá para três botões (ou mais, dependendo das opções que você escolheu).

Se você não alterou as teclas de atalho, poderá usar <Shift><Space> para trocar entre os modos de entrada, direto ou Hiragana. Enquanto estiver no modo Hiragana, <Space> transforma o que você escreveu em Kanji ou Katakana. Quando terminar, digite <Enter> e <Shift><Space> para voltar ao modo normal.

Por enquanto só esou tendo problemas com o OpenOffice, falta de fonte, eu acho. Quando resolver eu posto aqui a solução.

またあした

PS: Sim, pathetico com th, porque fica mais chique.